Cais do Sodré

O Cais do Sodré é hoje um dos mais trendy de Lisboa com uma oferta noturna e cultural variada e de qualidade e um público fiel. Associado durante anos às actividades marítimas e ao lazer dos marinheiros que aqui frequentavam bares que por isso tinham nomes de capitais do norte da Europa, hoje o bairro é uma das maiores surpresas de Lisboa: conquistou uma reabilitação urbana mais do que urgente, atraiu empreendedorismo no comércio e na restauração e uma aposta cultural que lhe trouxe uma nova vida.

A rua Nova do Almada é atualmente a famosa rua cor-de-rosa, e o alcatrão pintado é só o exemplo das iniciativas atrativas e vanguardistas que hoje enchem as ruas do Cais do Sodré na tentativa bem sucedida de substituir o abandono, degradação e insegurança que se sentia na zona, pela criatividade respeitando a sua história de rio e mar e inegável luxúria e diversão. Um exemplo é a famosa Pensão Amor, uma antiga pensão que recebia os marinheiros e que hoje aloja projetos artísticos e culturais, ateliers itenerantes e um dos bares mais concorridos da zona.

Esta revitalização vem atrair e facilitar a reabilitação urbana para uma crescente ocupação de uma nova população residente que junta à oferta de edíficios pombalinos a excelente localização do cais que é hoje um terminal fluvial dos barcos que ligam Lisboa à outra margem do Tejo. É também uma estação de comboios e de metro, assim como uma paragem obrigatória para muitos autocarros.