15 coisas para fazer sozinho em Lisboa

Está sozinho na cidade? Não entre em pânico, com esta lista não lhe vai faltar coisas para fazer em Lisboa.

  1. Dê umas tacadas no driving range da Academia de Golfe de Lisboa

Atirar bolas para longe com um taco ajuda a aliviar o stress ou a melhorar o swing. Na Academia de Golfe de Lisboa, pode fazer isso em qualquer uma das 42 saídas do driving range. Cada cesto de 24 bolas fica a 2€ e o aluguer de um taco custa 4,50€, mas se não sabe bem o que está a fazer convém ter no mínimo uma aula de experiência (10€ por 30 minutos) – a Academia tem várias aulas para quem quer aprender ou aperfeiçoar o seu golfe (o desporto, não o presente do conjuntivo do verbo “golfar”).

2. Melhore o seu jogo com aulas particulares de snooker

Se não consegue ler um parágrafo até ao fim talvez precise de umas aulas particulares no renovado Snooker Club. Porquê? Porque está provado que jogar pool ou snooker melhora a concentração. Uma aula de 1h30 custa 30€ com os treinadores Henrique Correia ou Nélson Baptista, mas pode também comprar um pacote de dez aulas por 275€. As lições são adaptadas ao nível de cada aluno e ajudam também a melhorar o cálculo mental, a coordenação de movimentos e a compreensão de leis elementares da Física. Está provado também que dominar o pano verde é perfeito para causar boa impressão.

3. Alugue uma bicicleta e pedale junto ao rio

Pegue uma bicicleta na Belémbike (2,50€ por meia hora, um dia custa 10€) e das duas uma: ou percorre a ciclovia até ao Cais do Sodré, como um domingueiro clássico, desviando-se de patinadores, corredores, gaivotas e outra fauna da beira-rio: ou faça um plano mais ambicioso e vá até à Costa da Caparica apanhando boleia do cacilheiro até à Trafaria.

4. Relaxe num spa chinês

Todo um exército de massagistas chinesas rigorosamente fardadas (e um chinês, aquisição recente) trabalha arduamente para que saia do Yang Yun Xuan, o spa chinês do número 268 da Rua da Palma, relaxado. O caminho pode ser ligeiramente doloroso – não conte com cafunés – mas o resultado é reabilitador. Aqui aplica-se mesmo a técnica tradicional chinesa, e isso significa pressionar energicamente o corpinho todo. Pode apostar apenas em zonas específicas, como os pés (reflexologia, 40 minutos, 30€) ou as costas e ombros (35 minutos, 30 €), optar pelo tratamento completo (a massagem de corpo inteiro dura 60 minutos e custa 50€), ou escolher a terapia Tui-na. A clientela é maioritariamente composta por chineses, mas o senhor Xiang e a sua mulher recebem muito bem os portugueses. Está aberto das 10.30 às 23.00 horas e facilmente se consegue vaga sem marcar com antecedência.

5. Conheça amigos de duas e quatro patas no jardim do Campo Grande

Só funciona se tiver um cão, claro. Vá com o seu mais que tudo para o dog park e prepare-se para conversas entusiasmadas sobre como a marca X de ração influencia a consistência das fezes dos cachorros. Mas fora de brincadeiras, não há melhor desbloqueador de conversa do que um bom canino. Os vampiros que o digam.

6. Aproveite a mesa corrida do Pistola Y Corazón

Se a proximidade com o vizinho do lado não resultar, se a necessidade de meter conversa para pedir o molho não quebrar o gelo, se o convívio na fila de espera não chegar, então as margaritas vão tratar do resto. O difícil mesmo é sair deste restaurante mexicano sem fazer conversa com pelo menos uma pessoa para além dos empregados.

7. E insista com a mesma técnica no La Puttana

Vai comer essa pizza toda sozinho? Se calhar não. Sobretudo se se sentar nestes bancos e mesas corridas em pleno Cais do Sodré, depois da meia-noite. É que nos dias de maior movimento (de quinta a sábado) a pizzaria La Puttana fecha às 02.00 e enche-se de noctívagos famintos que, pelo adiantado da hora e contexto geográfico, estão predispostos a fazer conversa.

8. Peça o tiramisú do Bella Ciao sem ter de dividir com ninguém

Esta mania de dividir as sobremesas tem de acabar. O mal está instalado de tal maneira que há muitos empregados que trazem duas colheres por cada mousse de chocolate que se pede, tentando vergar o nosso egoísmo com o sentimento de culpa: “Vai mesmo comer isso tudo?”. Quem come sozinho não tem de passar por este vexame, por isso aproveite para ir ao Bella Ciao e ter um momento de onanismo gastronómico. Peça o tiramisù (4€), para muitos o melhor de Lisboa – não é por acaso que muitos clientes, ao chegar ao restaurante, pedem logo para reservar uma fatia. É feito todos os dias e por isso extraordinariamente fresco, fofo, com um vincado sabor a cacau e café.

9. Coma uma sopa chinesa do Primeiro Esquerdo e sorva ruidosamente os noodles

Respeite os costumes locais, coma a sopa com a cara em cima do caldo e sem vergonha do “schlep, schlep” e outras onomatopeias produzidas pelo sorver da massa. O restaurante fica no primeiro esquerdo do número 12 da Rua Fernandes Fonseca, mesmo ao lado do Martim Moniz. Antes de comer a sopa é preciso subir umas escadas e passar por um cabeleireiro movimentadíssimo. Depois é escolher uma das mais de oito variedades – massa de arroz, massa de ovo, carne de vaca, porco, tripas e marisco estão entre as opções – e fazer da sua camisa um Jackson Pollock. Não esquecer o picante, fortíssimo, que deve servir como combustível de foguetões.

Preços: entre 5€ e 6€ a sopa.

10. Sente-se ao balcão da Cevicheria

É um dos balcões mais bonitos de Lisboa e um dos restaurantes mais agitados da capital. Arranjar lugar é difícil, mas você está cheio de sorte – está sozinho. Ao balcão, à sombra de um polvo gigante, pode assistir à agitação do Príncipe Real e à azáfama da cozinha: os ceviches, as causas e outros pratos são montados mesmo ali à nossa frente. Prove o ceviche puro, feito com peixe branco da época e leite de tigre (12,40€) e beba um pisco sour, bebida tipicamente peruana feita à base de aguardente, lima, xarope de açúcar e clara de ovo.

11. …ou ao balcão da Sala de Corte

O balcão desta steakhouse é um bom sítio para ficar sozinho a mastigar. Se não tem apetite para o bife da vazia, o chuletón ou a picanha, prove os croquetes com mostarda Dijon (4,90€ por três), o prego (12€ o da vazia), o hambúrguer de novilho (12€) ou o indispensável bitoque (12€). Para matar a sede há cerveja artesanal da marca Brewdog.

12. Experimente vinhos portugueses nas salas de prova da Vini Portugal

Imagine este cenário: tem a tarde toda para si e apetece-lhe beber um copo, mas não quer ir para um restaurante e os bares ainda não estão abertos. Se se vir neste filme então o ideal é ir à sala de provas da Vini Portugal. À entrada compra um cartão que pode carregar com dinheiro (uma espécie de Lisboa Viva do vinho) e usá-lo numa máquina que serve vinhos portugueses a copo a preços muito convidativos: o mais barato custa 0,50€. Seja responsável, beba com moderação. Não há ninguém para o amparar.

13. Beba um mojito com os pés de molho no Pitcher Cocktails

Molhar os pés no Tejo é uma tradição recuperada
 por esta avalanche de turistas que descalça
 as meias e desce a rampa da Ribeira das Naus, ignorando a poluição e os avisos de piso escorregadio. No Verão há até quem vá de biquíni, com a água 
até aos joelhos. Não aconselhamos aventuras no Tejo – já bastou Marcelo em 1989 –, mas esta nova praia fluvial é um dos melhores sítios da cidade para ver o rio de copo na mão. O Pitcher Cocktails – que tem uma bicicleta desde 2014 
na Ribeira das Naus e uma mais recente junto 
à Torre de Belém – orgulha-se de ter uma limonada (2,5€) que é “considerada por muitos a melhor de Lisboa”. Para refrescar os ânimos, também há mojitos (6,5€) e um chá frio de meloa (2,5€).

14. Cogite sobre as grandes questões da vida nestes jardins

Reflicta sobre a conjugação do verbo “cogitar” e outras temas fracturantes no Jardim do Torel, o único da cidade com bancos de jardim individuais, uma peça de mobiliário urbano que serve também de metáfora para todo este tema. Em alternativa pode experimentar o Jardim da Cerca da Graça, inaugurado no ano passado, ou ir ver os patos ao Jardim Gulbenkian (mas mais uma vez, não os alimente).

15. Compre umas plantas, fazem muita companhia

Dizem que as plantas crescem mais saudáveis e viçosas se falarmos com ela. Se quer experimentar este método de jardinagem, tudo bem. Só não faça isso ao pé de outras pessoas ou em jardins públicos. É estranho. Mas se está sozinho em Lisboa aproveite para ir ver os verdes do Horto do Campo Grande e escolher a planta que se adapta melhor ao seu estilo de vida. Os empregados têm todo o gosto em ajudá-lo a perceber se é uma pessoa de agapantos, um homem de nenúfares ou uma mulher de cactos.

Fonte: Time Out Lisboa

Anúncios