Os melhores terraços em Lisboa

Subimos aos melhores terraços de Lisboa e, entre ver as vistas, beber um copo e dançar, ainda tivemos tempo para escrever este artigo, com 25 destinos para quando a temperatura sobe na cidade.

Terrace BA

Terrace BA

O objectivo é impressionar no primeiro encontro? Eis um dos terraços mais românticos da cidade. Fica no Bairro Alto Hotel, mas não quer dizer que a noite tenha de acabar num quarto. Para que não haja dúvidas, suba directamente do lobby para o 6.º piso, no elevador dourado apertadinho (sai um beijo?) e à descida logo se vê onde param. Com uma vista única sobre o rio e os telhados antigos de Lisboa, o Terrace BA torna-se especialmente imperdível na hora do sol se pôr atrás da ponte. E porque o momento merece um brinde, escolha um cocktail: entre as novidades da autoria de Daniel Palma e Mohamed Ben El Fadil, com o apoio de Bruno Rocha, chef do Bairro Alto Hotel, estão a limonada de maracujá (7,25€), sem álcool, e o Silver Addiction, com rum, xarope de açúcar, sumo de lima, sementes de cardamomo, ananás, manjericão e clara de ovo (11,5€). Tchim-tchim, seus malandros.

Bar Terraço Santa Luzia

Bar Terraço Santa Luzia

A cidade está entre os destinos turísticos mais badalados e este terraço é um dos preferidos dos nossos amigos camones. Com vista para Alfama e espaço para 65 pessoas, tem uma sangria de espumante (20€ / 1 litro) que faz furor entre os clientes. Por enquanto é ela a protagonista entre os copos deste espaço, mas em breve chegam novas opções, pensadas por um bartender consultor surpresa (nós insistimos – eles não cederam). Às quintas e sextas, durante o Verão, há sunset parties com música ao vivo.

Hotel Mundial Rooftop Bar

Adopte o tom da menina do GPS e siga as coordenadas: entre no número 2 do Martim Moniz. Suba no elevador até ao 8.º piso. Suba 24 degraus a pé. Chegou ao seu destino: um terraço amplo de mesas altas feitas em paletes. Em frente pode ver o rio; curva apertada à esquerda para admirar o castelo e a Graça; siga para a direita se preferir o Carmo e São Pedro de Alcântara. Sofre de vertigens? Não se preocupe: com uma vista destas não vai querer olhar para baixo. Durante o Verão, às quintas e sextas a partir das 18.30 e até às 20.30, há sunset parties com DJs.

The View Rooftop

Aqui há tempos mostrámos que Belém é mais do que pastéis. Agora mostramos que ali na vizinhança também existe um bar nas alturas. O acesso faz-se por escadas, mas são poucos degraus – e valem a pena. É um espaço after work descontraído para aproveitar os fins de tarde e fecha para festas privadas (estava sem saber onde organizar a despedida de solteiro daquele amigo que está quase a casar? Tcharan!). 

Topo

Topo

Em 2015, o Topo veio mostrar que há um elevador tão macabro como o do Park. A forma de subir está ela por ela, mas falamos de experiências completamente diferentes. Um final de tarde no Topo significa assistir a acrobacias ousadas dos barmen, num banco ou ao balcão. Pode instalar-se como mais gostar: de pé com os olhos postos no Castelo, recostado a apanhar sol com um gin na mão ou, se é do estilo mais comodista, à conversa à volta de uma das mesas altas. Ao fim-de-semana, há programação musical: a sexta-feira é dedicada à música electrónica, ao sábado ouve-se jazz, soul, funk e hip hop e as tardes de domingo são de downtempo e chillout.

EKA [palace]

EKA [palace]

O terraço mais zen e alternativo da cidade foi mobilado e decorado com materiais reciclados e vive entre peças de arte. Faz parte do EKA [palace], um centro cultural no Beato que recebe concertos, performances, exposições e festas. O bar partilha o terraço com aulas de yoga ou danças indianas. A vista não é propriamente inspiradora, mas quem não tem dificuldade em entrar num estado meditativo, não se importa nada com isso.

Blue Bar Baía

Blue Bar Baía

E se em vez do azul do Tejo quiser ver o do Atlântico? Rume a Cascais e suba ao último piso do Hotel Baía. Neste terraço panorâmico, o azul não está só no nome: está no céu, no mar e na piscina mesmo ali ao lado. O Blue Bar só abre nos meses de Verão e tem festas ao pôr-do-sol e eventos privados. Fica o aviso para quem não quer bater com o nariz na porta: antes da visita, espreite a página de Facebook do espaço. É lá que está toda a programação. Às sextas e sábados entre as 18.00 e a meia-noite servem-se refeições ligeiras, como a sanduíche de salmão em pão escandinavo (9,50€). E para o tal copo com vista, é só escolher da carta de cocktails (6€-6,50€).

Chillout Limão N10

Chillout Limão N10

O chão azul e branco é a imagem de marca. Mas o protagonismo vai para a vista para o Tejo e para toda a Baixa Pombalina. Além de tomar uma bebida e de ver a vista, neste terraço na Duque de Loulé há música para acompanhar o pôr-do-sol. As quintas-feiras são de chill out, a partir das 19.00 e até às 22.00, às sextas, a partir das 20.00, ouve-se fado e covers de música portuguesa, ao sábado a noite é de “Limão Acoustic Sessions”, com jazz, bossa nova e pop (das 20.00 às 23.30). Se a lista de cocktails e gins o deixarem baralhado, o barman Alexis Sousa está lá para dar uma ajuda. Fecha durante o Inverno.

Sky Bar

Sky Bar

Escolha dos críticos

A vista de rio é altamente valorizada (até na hora de comprar casa), mas não devemos esnobar os outros pontos de interesse da cidade. Afinal, ver a movida da Avenida de cima não é nada de se deitar fora. No Sky Bar pode beber um copo ao som de chill out e novos ritmos. E mesmo que depois de um dia de trabalho os sofás pareçam irresistíveis, vai ser difícil não bater o pé. Das 19.00 às 23.00, a música fica a cargo do DJ residente Nebur. E nos últimos domingos do mês, há sunsets temáticos.

Rooftop Mercy Bar

Muita razão tem quem diz que o tamanho não importa. Este é um terraço acolhedor no Chiado, e o que tem de pequeno em espaço, tem de grandioso na vista: são 180 graus para os bairros mais antigos da cidade, de Alcântara a Alfama, e ao fundo o Castelo. Tem cobertura para os dias mais frios e ventosos, que desaparece quando a cidade aquece. Para absorver os cocktails de marca própria (dos 3€ aos 5€), há tapas, enchidos, queijos e tostas. 

House of Wonders

House of Wonders

Próxima paragem: Cascais. Fomos até ao fim da linha, mas só porque este terraço vale a viagem. Longe das multidões das praias e esplanadas do paredão, o rooftop colorido deste restaurante/loja tem uma bela vista e muita sombra, mas, melhor do que isso, é o lugar próprio para saborear, conversar e partilhar. Tudo com calma. A comida é vegetariana e vai bem com sumos de fruta, um copo de vinho ou cerveja artesanal. A rawfood e o Garden Mezze são as últimas novidades. A primeira, traduzida à letra, é comida crua e vegan. A chef Fionna Lynne Harrower, especialista nestas andanças, chama-lhe “rawsome”: crua e espectacular. A segunda inovação, com nome de jardim, é o buffet de saladas. No terraço, cada um cria o seu próprio prato, juntando os verdes que quiser e ainda frutos secos, queijos e chutneys caseiros. 

Horta do Páteo Alfacinha

Horta do Páteo Alfacinha

É uma maratona de terraços, mas desta vez queremos que poupe as pernas e os nervos (se for daqueles que tem fobia de elevadores): num edifício construído numa encosta, o chef Eduardo Teles comanda as tropas. Há petiscos como o pica-pau de marisco ou misto de carnes da Horta (32€ para dois) para quem quer forrar o estômago mais a sério. Para terminar, refresque-se com os gelados artesanais da Casa do Marquês, com sabores como papaia com hortelã, abade de Priscos ou ananás com manjericão (2,50€ uma bola).  

Santa BicaSanta Bica

Não há elevador nem escadas: a inclinação acentuada da Rua da Bica (que proporciona momentos muito felizes a todos aqueles que perdem horas no Youtube a ver vídeos de gente a cair) encarregou-se de deixar este terraço nas alturas. Os telhados do bairro estão à vista, com o rio a fazer de pano de fundo. No terraço desta antiga padaria transformada em restaurante e guest house serve-se também comida típica portuguesa. A casca de batata é a entrada mais famosa e a carta de vinhos tem nomes para todos os gostos e bolsos.

Coisas Degostar

Coisas Degostar

Para ter a melhor vista da cidade não é preciso subir assim tantos degraus – basta atravessar a ponte. No terraço desta casa de chá em Almada, vê-se primeiro o Tejo e depois Lisboa desenhada ao fundo, com as suas colinas, a ponte e o castelo. Enquanto aprecia a vista, espreite a carta cheia de wraps, sanduíches e saladas (entre 3€ e 7,50€). No Verão, os concertos animam o espaço e vão bem com os gins (8€-10€). Porque não experimenta o NAO, um gin português envelhecido em barricas de vinho do Porto (8,50€)? 

Bar Entretanto

E o prémio de visionário vai para… Entretanto. O Hotel Chiado nasceu há 16 anos e com ele o Entretanto Rooftop Bar (que é tão incrível que até foi referenciado pelo programa 360 horas em Lisboa do New York Times como um “must” para quem vem à cidade). Os pratos são assinados por Igor Martinho, que vai buscar inspiração à cozinha tradicional portuguesa, mas são as ostras que dão fama à casa. Isso e a vista panorâmica, claro.

Mesa do Bairro

Mesa do Bairro

Se associa a ideia de terraço a refeições leves, prepare-se: lombelo de novilho (28€ para dois), barriga de leitão recheada com castanhas e farinheira (14,90€), costeletas de cordeiro com molho de hortelã e cascas de batata (15,90€) e, ex-libris deste restaurante, garrafeira e bar, jarrete de novilho, com batatinha nova, cebolinha, cogumelos e azeitonas (45€, para três). Agora que já digeriu o facto de aqui haver pratos de peso, já podemos dar a grande novidade: o terraço da Mesa do Bairro passou recentemente a acolher festas temáticas de final de tarde, com música ao vivo e Djs.

Madame PetiscaMadame Petisca

Se nos anos 20 e 30, uma família francesa se encafuava na cave deste edifício para fabricar perfumes, a Madame Petisca fez o oposto. Subiu até ao 3.º andar para servir pitéus e oferecer uma bela vista para o Tejo. A carta, assinada por Patrícia Rego (a verdadeira madame da casa), tem pratos como a torta de salmão e espinafres (10€) e o frango com morcela e abacaxi (7€). Para acompanhar uma imperial (2€) ou um cocktail (a partir de 8€), os croquetes com molho especial são uma opção. Para não ir para casa com a barriga a dar horas, sugere-se um conjunto de dois petiscos e um acompanhamento.

Lux Frágil

Lux Frágil

Escolha dos críticos

Ver o nascer do sol da varanda do Lux, com vista para a Poderosa e a Vigorosa, as gruas mais famosas do Tejo, é um passatempo obrigatório de qualquer lisboeta ou visitante. No final do ano passado o The Guardian distinguiu-o como uma das melhores 25 discotecas da Europa, uma coisa que estamos fartos de saber. Até às 06.00 ou mais.

Rio Maravilha

Rio Maravilha

O conceito do restaurante subiu mais um andar e no bar com um balcão corrido pode meter conversa com o bartender ou abastecer-se para ir para a pista de dança. A animar o espaço também está lá ela, a amiga colorida do Cristo Rei, toda poposuda e de braços abertos para o rio. No terraço do Rio Maravilha (que arrancou 5 estrelas ao nosso crítico), as festas são frequentes e quase sempre prometem.

Silk Club

Silk Club

Consegue viajar no tempo e imaginar os antigos clubes privados? Se a resposta é não, o máximo que podemos fazer é apresentar-lhe o Silk Club. Para evitar filas ou um porteiro carrancudo, deixe o nome na guest list do site desta discoteca, que também serve jantares (à terça, a noite faz-se no feminino, com o Menu Sushi Girls Night Out, por 20€). Ainda online pode utilizar o Bottle Service para ter uma garrafa à sua espera. Abra os cordões à bolsa e escolha entre champanhe (Moet & Chandon 165€), gin (Tanquery 185€), vodka (Stolichnaya 350€) ou whisky (Johnnie Walker Blue 540€). Às sextas e sábados, a música está a cargo do Dj Tierri.

Park

Park

Quase não precisa de apresentações e já toda a gente conhece o caminho desde que se entra no parque de estacionamento da Calçada do Combro até ao 6.º andar. Entre a vegetação e a madeira não se perde de vista o melhor deste terraço: a vista, lá está. O Park começou a apostar na programação musical e todos os dias há DJs, ao final da tarde e à noite (ao domingo só há sunset). Quando a noite cai, descobrem-se os verdadeiros dançarinos: saltam as mesas e cadeiras do interior e, voilá, uma pista.

Upscale Bar, Epic SanaUpscale Bar, Epic Sana

Esta piscina fica em Lisboa, mas podia ser Miami, Dubai, Barcelona: um destino qualquer cheio de rooftops cosmopolitas. Aos primeiros raios de sol, abre e faz-se pagar bem (50€/dia; 25€/meio-dia). Reserve com antecedência, se quiser garantir uma lounge bed (ideal para relaxar, trabalhar no bronze ou tirar uma foot selfie). Quando o sol já não estiver no auge, aproveite os sunset cocktails com destaque para o Scale Colada, com sumo de ananás, gelado de côco e rum (14€).

Ático NH Liberdade Avenida

Ter uma cidade inteira aos seus pés, com uma vista de 360 graus, dá uma sensação incrível de liberdade. Mas não se excite. Para gozar deste sentimento tem de pagar 25€ e subir 11 andares, com o bónus de poder mergulhar para refrescar as ideias quando lá estiver em cima. A piscina do NH está aberta entre Maio e Outubro, para hóspedes e não hóspedes. O serviço do bar Ático, com saladas, sanduíches e pratos (entre 9€ e 12€), acompanha os banhos. Quem não estiver afogueado e dispensar mergulhos, pode subir ao topo na mesma só para um copo ou para as after work parties.

Holiday Inn Lisboa

Se a ideia é dar umas braçadas e uns mergulhos, esqueça: a piscina com vista mais geométrica da cidade (quem se terá lembrado de fazer um octógono?) é pequenina e tem apenas um metro de profundidade, sendo ideal para ficar de molho. A entrada tem o custo de 25€, dos quais 15€ são para consumo no Rooftop Bar.

Fonte: timeout.pt

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