“Óscares” europeus do turismo: Algarve é o melhor destino de praia, Madeira é a melhor ilha

Passadiços de Paiva distinguidos como melhor projecto europeu nos World Travel Awards. TAP, DouroAzul, Turismo de Portugal e Lisboa entre os 24 premiados, um recorde para o país.

Em 2015, Portugal tinha batido o seu recorde quanto à conquista de World Travel Awards europeus: 14. Este domingo, bateu esse recorde e até quase duplicou o número de troféus. Da gala decorrida na Sardenha, em Itália, onde chegou com 88 candidaturas, Portugal saiu com 24 distinções.

O Algarve voltou a conquistar o World Travel Award da Europa para destino de praia, ultrapassando candidatos como Cannes, Corfu, Maiorca ou Sardenha. É já o segundo ano consecutivo que a região consegue o prémio, conquistado pela primeira vez em 2013. Para a Madeira, uma reconquista: melhor destino insular, prémio que já tinha obtido em 2013 e 2014, tendo conseguido até o “óscar” mundial de melhor ilha para o turismo em 2015. A vitória foi não só sobre atracções insulares como Chipre, Malta, Sardenha, Baleares ou Canárias como também sobre os Açores.

Entre os candidatos portugueses à ronda europeia dos World Travel Awards,  celebrizados como os “óscares” do turismo e cuja gala decorreu este domingo à noite na Sardenha, em Itália, há mais com troféu em punho, caso do recente projecto Passadiços do Paiva, prémio para o projecto mais inovador, uma distinção que, para a câmara local, é “o corolário de uma estratégia bem sustentada, em que a autarquia e o Geopark tiveram a coragem de apostar”, disse à Lusa Margarida Belém, vice-presidente da autarquia e responsável pela área do Turismo além de pela supervisão do património geológico local classificado pela UNESCO. Os passadiços foram inaugurados em 2015, conquistando de imediato o estatuto de atracção nacional. São 8km ao longo das margens do rio Paiva, que têm sofrido também com os incêndios: o primeiro, no ano passado, levou à remodelação e melhoria do percurso; o segundo, em Agosto, levou a que, para já, apenas metade da atracção esteja disponível.

Lisboa e Porto eram candidatas a destino europeu do ano mas perderam para São Petersburgo, que repete a vitória do ano passado. Já Paris venceu como destino para viagens de negócios, enquanto Lyon foi distinguida como melhor para escapadas urbanas, categoria a que também concorriam aquelas duas cidades portuguesas. O Porto como destino ficou sem prémios, perdendo também o de melhor atracção turística – era candidata a Ribeira – para a Irlanda graças ao Titanic Belfast.

Para Lisboa ficaram reservados outros prémios: melhor destino e melhor porto de cruzeiros. Enquanto isso, a TAP, que era candidata a vários prémios, voltou a sublinhar a sua importância em algumas rotas, conquistando os troféus para melhor nas ligações entre Europa e África e nas ligações para a América do Sul. A revista de bordo, UP, foi também considerada a melhor no seu nicho. Já em matéria de turismo fluvial, o prémio foi para a DouroAzul, melhor empresa de cruzeiros fluviais do continente. O Turismo de Portugal voltou a ser distiguido como melhor órgão oficial do sector.

Quanto à hotelaria portuguesa, uma chuva de troféus: Pestana Porto Santo (Madeira, melhor resort tudo incluído), Hotel Quinta do Lago (Algarve, melhor resort de praia), Vila Joya (Algarve, melhor boutique hotel), Choupana Hills (Madeira, melhor boutique resort, um prémio com sabor amargo, já que o hotel foi destruído pelo recente grande incêndio no Funchal), Myriad by SANA Hotels (Lisboa, hotel de negócios), Altis Belém (Lisboa, hotel de design), Pine Cliffs Resort (Algarve, resort familiar), Private Villas do Vila Vita Parc (Algarve, hotel com villas), The Vine (Madeira, melhor hotel e spa insular), Bairro Alto Hotel (melhor hotel de referência), Conrad Algarve (resort e spa de luxo), EPIC SANA Algarve (melhor para turismo de incentivos), Pine Cliffs Ocean Suites (novo resort) e o Monte Santo Resort (Algarve, resort mais romântico).

Fonte: Público

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