Hotelaria com mais hóspedes e dormidas em junho

No mercado interno, as dormidas aumentaram em todas as regiões, com maior impacto no Norte (15,1%), Região Autónoma dos Açores (14,1%) e Alentejo (14%).

A hotelaria registou 1,9 milhões de hóspedes e 5,5 milhões de dormidas em junho, correspondendo a subidas homólogas de 10,3% e 9,6%, respetivamente, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Já no conjunto dos primeiros seis meses do ano, o crescimento dos hóspedes fixou-se em 10,8% para 8,5 milhões e o das dormidas em 11,2% para cerca de 23 milhões.

Em junho, as dormidas do mercado interno subiram 7,3%, invertendo a tendência de quebra do mês anterior (-1,3%), enquanto os mercados externos subiram 10,5%, “desacelerando ligeiramente” face ao mês anterior (+11,7% em maio), correspondendo a cerca de quatro milhões de dormidas, refere o INE.

A estada média reduziu-se em junho (-0,7%; 2,91 noites), “contrariamente à taxa líquida de ocupação cama (+2,7 pontos percentuais; 57,5%).

No período em análise, “a evolução dos proveitos foi positiva (+15,2% de proveitos totais e +15,5% de proveitos de aposento), mas aquém dos resultados de maio (+15,8% e +17,9%, respetivamente)”.

“Os 13 principais mercados emissores evidenciaram uma evolução globalmente positiva que se refletiu no aumento do seu peso relativo (87,8% face a 86,8% em junho de 2015).

O Reino Unido, com mais 9,5% de dormidas, correspondendo a 27,7% do total, desacelerou face a abril e maio (15,5% e 13,3%, respetivamente).

O mercado alemão (+9,9%) “também desacelerou relativamente ao mês anterior (14,5%) e ao acumulado de janeiro a junho (+10,5%). O seu peso relativo foi de 13,3%.

No período em análise, França “registou o maior acréscimo do grupo dos principais mercados (24,8%), correspondendo a 11,1% das dormidas de não residentes”, sendo que nos primeiros seis meses “a evolução deste mercado foi também expressiva (+18,7%).

O mercado espanhol, com um peso de 7,5% do total, subiu 8,5%, menos do que em maio (12,6%).

Os Países Baixos subiram as dormidas dos seus residentes (+16,8% face a +12,7% no mês anterior), com uma quota de 6,4%.

“Dos restantes sobressaíram a Polónia (+18,9%), os Estados Unidos (+18,8%) e a Itália (+16,3%), mercado que evidenciou uma notável recuperação (-0,4% em maio)”, adianta o INE.

O Brasil teve uma evolução positiva em junho (2,8%), “contrariando a tendência decrescente que se vinha verificando há 10 meses consecutivos”. Contudo, nos primeiros seis meses do ano, este mercado apresentou ainda resultados negativos (-4,8%).

No mercado interno, as dormidas aumentaram em todas as regiões, com maior impacto no Norte (15,1%), Região Autónoma dos Açores (14,1%) e Alentejo (14%).

Lisboa e Algarve tiveram os menores crescimentos de dormidas (4,8% e 8,9%, respetivamente), sendo que são as regiões de maior procura (39,5% das dormidas totais no Algarve e 21,7% em Lisboa).

No período em análise, “os proveitos totais fixaram-se em 294,2 milhões de euros e os de aposento em 212,0 milhões de euros, correspondendo a acréscimos de 15,2% e 15,5%, respetivamente. A evolução dos proveitos totais está em linha com o mês anterior (+15,8%), mas os de aposento desaceleraram (+17,9% em maio)”, diz o INE.

Os resultados no primeiro semestre foram positivos, com uma subida de 16,5% dos proveitos totais e 17,6% dos proveitos de aposento.

Os proveitos aumentaram em todas as regiões, nomeadamente nos Açores e no Norte.

“Os resultados expressivos dos proveitos poderão, em parte, ter beneficiado da situação de instabilidade de países concorrentes, com consequente aumento da procura de alguns mercados, motivando a implementação de estratégias comerciais de aumento de preços”, explica o INE.

Fonte: Diário de Noticias

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