Os piores comentários dos turistas sobre Portugal

Há quem considere os edifícios “tristes cubos de betão” ou quem ache que os funcionários são inúteis e “deviam estar na cadeia”. A NiT selecionou críticas aos principais pontos turísticos em Lisboa e Porto, publicadas no TripAdvisor.

Os pastéis de Belém parecem borracha, há funcionários inúteis e até quem pense que, alguns deles, deviam estar na cadeia. Alguns edifícios são tristes cubos de betão, outros que parecem saídos da Segunda Guerra Mundial e guias a sugerir aos turistas que bebam vinho tinto para superar o barulho.
Estas são apenas algumas das opiniões deixadas por turistas estrangeiros no TripAdvisor. O site costuma ser visitado por quem viajou e quer comentar o que viu mas também por quem está prestes a visitar esse local e quer saber o que não pode mesmo deixar para trás. Há recomendações sobre destinos turísticos, restaurantes, hotéis, monumentos e pontos de interesse.
A NiT foi à procura dos comentários negativos que os turistas fizeram sobre 10 dos espaços mais emblemáticos de Lisboa e do Porto.

 

Pastéis de Belém, Lisboa

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“Os funcionários deviam estar na cadeia. O pastel vinha muito quente, nós pedimos frios e o funcionário chamou-nos estúpidos”, fine g, Suécia.

“Comprámos pastéis para levar. À noite, os pastéis pareciam borracha. Fizemos o mesmo noutros sítios e o pastel de nata estava ótimo.”, paola n, Itália
“O pior pastel que comemos em Lisboa (e experimentámos mais de dez em sítios diferentes). É bom para visitar e tirar algumas fotografias, mas vá embora sem provar os pastéis. Não há problema”, aire11, Suécia.

“Pessoal… ficámos presos lá dentro. Esperámos na fila [para comprar e levar]. Depois pensámos que afinal devíamos sentar-nos numa mesa, mas mudámos de ideias e voltámos à fila novamente e comprámos uma caixa de seis destes pastéis sem sabor e com um preço excessivo. E quando eu digo sem sabor, eu quero dizer SEM SABOR. Ainda tentei adicionar açúcar em pó e canela mas, ainda assim, sem sabor. Nenhum”, SuntoryTime, Nova Iorque.
“O serviço é péssimo, os empregados são rudes e o espaço é muito barulhento. A principal queixa é que os pastéis que comemos lá dentro não são os mesmos que trazemos nas caixas para comer mais tarde em casa”, Gourmand_Traveller_P.

Cruzeiro no Douro, Porto

Douro

“Foi das experiências mais desagradáveis que tive. Só há duas opções: ou passa as seis horas de viagem no salão com música disco, extremamente alta, e com o cheiro do almoço (feijão e cenouras em lata, bife de porco que mais parece borracha e arroz excessivamente cozinhado) ou vai para o convés onde não há sombra e apanha um escaldão”, Muzakhater, Alemanha.
 
“Pagámos mil dólares [cerca de 920€] e ficámos ao lado das máquinas. As refeições não eram boas, não conseguimos pôr a funcionar o secador de cabelo, pagámos por ‘portas francesas’ [duplas portas envidraçadas] e deram-nos janelas, a loja de souvenirs vendia apenas objetos relacionados com o barco e brincos de prata e havia obras a decorrer às três da madrugada. O nosso guia disse-nos para usarmos tampões nos ouvidos, bebermos vinho tinto e para tomarmos comprimidos para dormir”, hollytoledo, Vernon, Califórnia.
 
“Os quartos são minúsculos, pobres, com camas pequenas e zero de insonorização. A apertada sala de jantar parece a cafetaria da minha antiga escola. Uma experiência terrível”, SMTORD, Chicago.
 
“A rota das pontes é curta, os barcos são apertados, alguns dos portos estão escondidos e o protocolo de segurança é fraco. Faça antes a mesma rota de carro. O Porto tem coisas muito mais interessantes para ver”, Thecanalyardsproject, Hong Kong.
“Podem ver as mesmas pontes se escolherem uma viagem de carro que custa 5€. O barco não tem ninguém que explique nada e estava ‘tãaaao’ lotado que foi difícil tirar fotografias. Não vale a pena”, 82Shell, Toronto.

Museu dos Coches, Lisboa

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“O museu é chato e repetitivo. ‘Oh! Olha um coche. Oh! Outro coche e ainda outro coche!’ São duas pequenas salas cheias de coches e uma loja de souvenirs que vende postais e não modelos de coches!!! A não ser que tenha uma fixação por coches, não gaste o seu tempo”, JulieCC21, Frankfurt, Alemanha.
“Fomos informados, pelo funcionário INÚTIL da bilheteira (um cavalheiro idoso que falava inglês), que para vermos ambos os museus iria custar-nos 16€, para duas pessoas. Pensámos que era muito caro e decidimos ir só ao antigo que ficaria por 8€. No entanto, depois de entrarmos, descobrimos que havia apenas sete coches! SETE! Fomos enganados pelo funcionário e até pelo nome ‘antigo museu’. Aqui, os coches não são os mais antigos da coleção! Perguntei ao funcionário da bilheteira quantos coches existiam no novo museu e ele respondeu que eram cerca de 72 e que o custo para ver apenas o novo museu era de 6€, por pessoa. Porquê pagar 4€ para ver sete coches no museu antigo, quando podemos pagar 6€ para ver 72 no novo?”, THEBSTravelers, Chicago.

“Este comentário é sobre o novo museu e faço-o na esperança que, por ser novo, ainda não esteja completamente concluído. Se ficar como está, então é realmente mau. O edifício não combina com a exibição: demasiado moderno e minimalista para os coches que nos fazem viajar para outra época. É demasiado caro para algo que dá a impressão de estar inacabado”, NatasaFil, Grécia.

“Que desilusão… O novo museu parece uma garagem. É espaçoso mas não tem o melhor ambiente para as incríveis obras de arte”, Hugo F.

Casa da Música, Porto

casa musica

“É apenas um grande e triste cubo de betão. O interior não é nada de especial. Não entendi o entusiasmo à volta deste edifício”, TimvandenBersselaar, de Den Bosch, nos Países Baixos.
“Bom por fora, nada lá dentro. Vale a pena passar por lá para tirar fotografias, mas não se incomode em entrar, não há nada para ver!”, LaVoyageuse777.
“Horrível por dentro e por fora e o restaurante fecha aos sábados! ‘what a joke!’ e não há informação para avisar os visitantes. Nunca mais!”, emfi.
“Para que é que serve? Subi as escadas e só havia uma receção (…). As salas estavam fechadas”, oolatzz, Bilbau.
“Um edifício de betão sem qualquer valor arquitetónico. Até pode ter qualidade de som no interior, mas o exterior não vale a pena”, PeterAZ, Scottsdale.

Oceanário, Lisboa

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“Quando chegámos lá, as filas eram muito longas. A viagem não valeu, de todo, a pena. Preferia ter ido a um mercado de peixe do que ter gasto tempo aqui. Há realmente um aquário gigante que vai vendo sempre ao longo do caminho, mas de repente apercebemo-nos de que é provavelmente a única atração”, Libby K.

“Nos restaurantes o serviço é péssimo e demasiado caro! Cobram por tudo nas esplanadas,  até a manteiga! Nunca mais voltarei lá. Não recomendo nem ao meu pior inimigo”, okinawa16, San Diego, Califórnia.

“Roubaram a minha bicicleta que estava mesmo ao lado dos seguranças. Há câmaras por todo o lado mas não me ajudaram em nada”, Orsy G.

“Não há qualquer interação e é basicamente um aquário para homenagear os peixes. Compreendo que tenham que chamar a atenção para o impacto da mão humana no planeta e nos oceanos (…). Se gosta de ver a vida marinha por um vidro então está bem, mas não recomendamos”, Maryann H, Escócia.

Livraria Lello, Porto

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“Não entendo… Sim, é uma boa livraria. Mas continua a ser só uma livraria e não uma ‘atração’. A teoria é que esta loja inspirou a escadaria do Harry Potter. A sério??”, getoutthere_Toronto, Canadá.

“Tudo o que eu queria era comprar um livro… Qualquer coisa que tenha uma possível conexão com o Harry Potter torna-se um iman para os fãs. A loja decidiu que vai fazer dinheiro com todas as pessoas que queiram entrar na loja, muitos dos quais só queriam ver (e fotografar) a escada”, madogvin, Nelson, Nova Zelândia.

“Parece-me vergonhoso que cobrem a entrada numa livraria, por mais fama que tenha. Dizem que descontam o valor na compra de um livro; e só têm livros em português”, Al M, Madid.

Avenida da Liberdade, Lisboa

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“Muitos dos edifícios parecem ter acabado de ser invadidos durante a Segunda Guerra Mundial. O que é que estão a fazer as autoridades? Há muito excremento de cão, pessoas a cuspir para o chão, carros estacionados em cima dos passeios, homens e mulheres a conduzir feitos loucos e pequenos restaurantes imundos que servem bacalhau a nadar em azeite. Isto é o que resta da cultura portuguesa que Portugal tanto se orgulha”, Tomberra, Hong Kong.
“Nada nesta avenida é tipicamente português. É realmente luxuosa, grande e larga mas nada o vai fazer ir ou ficar lá”, Jeanne G, Toulouse.
“Hospedei-me em Lisboa próximo da Avenida da Liberdade por esperar um local vivo, pulsante. Engano. Trata-se de uma avenida comum, sem muitas opções de restaurantes, com lojas de marcas famosas a preços bem superiores aos do Brasil. Possui palmeiras bonitas, mas jardins sujos e mal cuidados. São poucos os quiosques de comidas e bebidas”, Marcos A, Divinópolis.

Zona Ribeirinha, Porto

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“Um sítio horrível da ‘máfia turista’. Tentei vários restaurantes nesta rua. Tudo lotado e só má comida. Demasiado virado para turistas (…) vai sentir-se apenas mais um e que eles realmente não querem saber de si”, Chris T, Países Baixos.
 
“Esta zona já teve muito interesse no passado, no entanto, hoje, é só rebuliço e falsidade”, Adolfo V, Sevilha.
 
“Publicidade enganosa. A zona ribeirinha é um ‘favelão’ horrível. Só que, com a luz do sol e a distância das fotos, o colorido faz-te acreditar que é muito especial. Mas de perto é decadente e muito feio”, jacque116, São Paulo.
 
“Esta zona foi uma deceção. Os edifícios importantes estão quase podres e predominam apenas restaurantes para turistas e lojas de souvenirs. Não se pode ver quase nada da história e da cultura do espaço”, Edgar F, Madrid.
 
“Demasiado direcionado para turistas. Só há restaurantes, filas para os passeios de barco e lojas. A pior parte da cidade”, Apu B, Carolina do Norte, Estados Unidos da América.

Castelo de São Jorge, Lisboa

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“É difícil entender porque é que uma estrutura como um castelo é remendado com blocos de betão e cimento. Existem vistas igualmente boas sobre Lisboa se for às ruas que ficam por trás do castelo. É mais barato e mais autêntico!”, AtravellerUK, Oxfordshire.
“Quem me dera ter lido antes os comentários [do TripAdvisor]. Este castelo é uma imitação. O seu único valor é a vista (…). Além disso, no dia em que lá fui o vento era escandaloso. Passei o resto do dia com um olho irritado”, satanhimself, Pensilvânia.
“O site diz que o castelo está aberto 365 dias no ano. Nós fomos lá no dia 25 de dezembro porque não tínhamos mais nada que fazer. Quando nós (e tantos outros) chegámos lá, o castelo estava completamente fechado”, Queenayayi, Países Baixos.

Torre de Belém, Lisboa

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“Quando fomos comprar os bilhetes perguntei (em português) se havia algum desconto de estudante mas a funcionária decidiu ignorar-nos e continuar a conversa com a colega. Finalmente respondeu ‘não’ e continuou a conversa, ignorando-nos completamente”, thewildoneforever, de Londres.
 
“Se comprou um bilhete combinado no Mosteiro dos Jerónimos, então já tem a entrada para a Torre de Belém, mas tem de ficar na mesma na fila da bilheteira. A vista é uma ‘não-vista’ — apenas água. Em seguida, há mais uma longa jornada de volta. Um total desperdício de tempo” SIngDelaware, de Wilmington, nos Estados Unidos.
 
“A escada em pedra que une os cinco pisos foi feita quando as pessoas eram muito mais pequenas e não para levar 500 turistas pesados e apressados, a empurrarem-se uns aos outros. E, especialmente, nunca foi destinada a ser a Torre de Babel com japoneses, alemães, chineses, espanhóis, franceses e ingleses a gritarem todos ao mesmo tempo”, alejestem, Madrid.
“Não entre! Costumava ser uma cadeia e agora o terraço é uma autêntica prisão! A sério, gasta meia hora a tentar subir ao topo, não tem uma vista ótima e ainda demora mais tempo a descer”, Carmo V.

Fonte: New In Town

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