Financial Times: No Algarve está a ‘praia perfeita’

Na bolsa de viagens do influente jornal, a cotação da praia do Castelejo atingiu níveis de perfeição.

A secção de viagens do Financial Times publicou um artigo em que diversos colaboradores escolhem as suas descobertas e desilusões de 2015. Entre as “descobertas”, contam-se refúgios selvagens na Escócia, paraísos da hotelaria na Itália ou Alemanha, casos de turismo sustentável de sucesso na Austrália, um edén numa montanha de Gales, uma cidade na Sardenha que é uma galeria de arte ou… “a praia perfeita”.

É uma praia portuguesa, a de Castelejo (Vila do Bispo, Algarve), a merecer esta distinção e inclusão no artigo. O destaque deve-se ao jornalista Paul Richardson que, aliás, só por pouco não incluiu a experiência algaria nas desilusões… “No Verão, passei um fim-de-semana prolongado em Portimão”, conta, sublinhando que a “costa Sul do Algarve poderia ter ser sido” a sua “desilusão de viagens de 2015”. “Poderia”, porque, por sorte, ele “não tinha elevado as minhas expectativas o suficiente para senti-las propriamente frustradas”. Felizmente, Richardson fez-se ao caminho rumo ao Cabo de São Vicente. Foi por aqui que descobriu “um mundo diferente”, nesta faixa, de Sagres a Odeceixe que poderá bem ser “a mais bem preservada faixa costeira de 60km em todo o Sul da Europa”.

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A praia de Castelejo (Vila do Bispo)

É nas calmas que o jornalistas se vai deslumbrando com esta costa, assinalando praias como a da Carriagem, Bordeira (Carrapateira), Amado ou Arrifana. São “praias para ‘connoisseurs‘ de praias verdadeiras”. Mas “nenhuma”, garante, era mais “flagrantemente, mais ferozmente bela que a do Castelejo”, “uma praia que nos pode fazer sentir pequenos e impressionados”. Foi este areal, pontuado por rochas e protegido pelas falésias escuras, que conquistou definitiavmente Richardson.

“Entre os poucos visitantes detectei uma certa solidariedade: estávamos todos aqui porque ansiávamos por um lado selvagem e primitivo nas nossas praias, não por massagens e Magnuns”. A nudez e o romance também conquistaram.

A título de exemplo e como contraponto, refira-se que o jornalista elegeu como sua desilusão do ano um “misterioso anticlímax” que experimentou em Machu Picchu, no Peru. Precisamente pelas razões opostas que o levaram a deixar-se levar pelo Castelejo e por culpa das “multidões de turistas” desfilando por entre as pedras, tornando Machu Picchu uma “vítima do seu próprio enigma”, perdendo a sua mística. Resta a esperança de que a mística do Castelejo e da sua costa também não se percam.

 

Fonte: Fugas

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